U.S. Human Rights, Environmental Experts urge the Biden-Harris Administration to take a Stand for Social and Climate Justice, Rule of Law as it engages Bolsonaro’s Brazil

PRESS RELEASE
[Em português abaixo]

WASHINGTON, DC / February 3, 2021 – Human Rights & environmental experts, convened by U.S. Network for Democracy in Brazil (USNDB), delivered to  the Biden Administration urgent recommendations for US-Brazil Policy across 10 critical issues including: (i) Democracy and the Rule of Law; (ii) Indigenous Rights, Climate Change, and Deforestation; (iii) Political Economy; (iv) Alcântara Space Base and U.S. Military Aid; (v) Human Rights: Historically Marginalized Groups; (vi) State Violence and Police Brutality; (vii) Public Health; (viii) COVID-19; (ix) Religious Freedom; and (x) Labor. The co-authors documented how Bolsonaro’s agenda, enabled by the prior administration, threatens human rights, peace, justice, and the planet's climate, and outlined how Biden and the U.S. Congress can start to repair the recent damage.

Experts tackled ways in which U.S. foreign and domestic policies, in particular trade relations and military presence, can impact racial justice in Brazil, the rule of law, democracy, and the environment. Complementing high profile recommendations for the Amazon Rainforest, the experts urge a rights-based approach to protect tropical forests like the Amazon, emphasizing respect for Indigenous Peoples, addressing the role of the U.S. Government, U.S.-based corporations, and avoiding false solutions like forest-carbon offsets, that are not proven to actually reduce emissions and allow pollution to continue in the U.S., most often disproportionately impacting Black, Indigenous, and other historically marginalized groups. 

“It is imperative that the United States ​prioritize respect for ​civil and human rights and the rule of law in its relations with Brazil.” said Dr. James N. Green, Professor of Brazilian History and Culture, Brown University, “Biden has committed to act on climate, biodiversity, human rights, democracy, and racial justice. Biden needs to apply this commitment in Foreign Policy, especially in Brazil, where these intersectional crises are at a boiling point. Under Trump, Bolsonaro benefitted from having an enabler in the White House, and these recommendations outline steps Biden and the Democrat majority congress can take to address the consequences of Bolsonaro's agenda.” 

“Under the former US president, Brazil’s president Jair Bolsonaro had a close ally in the White House.” said Dr. Gladys Mitchell-Walthour, Professor of Public Policy and Political Economy, University of Wisconsin Milwaukee. Dr. Mitchell-Walthour added that: “this special relationship allowed for expanded trade and deals such as those in Alcântara which had devastating effects on Quilombo communities. Human rights violations against Afro-Brazilians, Indigenous,  and marginalized people have gone unchecked without any international consequences. The Biden Administration has a chance to take a strong stance against these human rights violations.” 

“It is unprecedented to have a President of the United States who has been so vocal about the importance of the Amazon and the climate, but the billions of dollars he has referenced should not replace the action needed for the US to address its role in tropical deforestation,” said Daniel Brindis, Forests Campaign Director, Greenpeace USA, “Furthermore, without safeguards to protect human rights and to ensure that conservation payments actually protect forests, there’s a danger that he could be just throwing money at the problem or making the problem worse.”

A number of prominent organizations and Brazil scholars have endorsed the recommendations made in the report, including: Greenpeace USA, Amazon Watch, Friends of the Earth - U.S., Rainforest Action Network (RAN), Center for Economic and Policy Research (CEPR) and Defend Democracy in Brazil; and Brazil scholars from a number of universities: Harvard, Brown, Columbia, U.C. Berkeley, Princeton, and others. 

This policy paper is the result of the USNDB’s work to implement the Washington Brazil Office (WBO), supporting advocacy efforts related to Brazil in the U.S. Congress in collaboration with think-tanks and advocacy groups in Washington, D.C. The WBO is formed by an executive director, project assistants, and an advisory board of eleven members representing academics, labor unions, researchers, non-profits, social movement leaders, and NGOs. The WBO works on issues related to human rights and the environment in Brazil, seeking to analyze policies and their consequences while promoting democratic debate toward social and environmental justice in the country. 

 

The full text of the Policy Paper is available HERE.

About the USNDB: The USNDB was founded in 2018, and includes over 1,500 people in 234 colleges and universities in 45 states throughout the US among its members. Its Steering Committee is comprised of forty organizations and seventy individuals, and its Executive Committee collaborates with two National Coordinators: Professors James N. Green of Brown University and Gladys Mitchell-Walthour of the University of Wisconsin-Milwaukee.

The USNDB is a decentralized, democratic, non-partisan national network with three main objectives: (i) Educate the U.S. public about the current situation in Brazil; (ii) Defend social, economic, political, and cultural advances in Brazil; and (iii) Support social movements, community organizations, NGOs, universities, and activists, etc., who face diverse threats in the current political climate.

For more information about the policy paper, please contact James N. Green at james_green@brown.edu, Gladys Mitchell-Walthour at mitchelg@uwm.edu, and Juliana de Moraes Pinheiro at  juliana.moraes@democracybrazil.org. More information about the USNDB and the WBO can be found at https://www.democracybrazil.org

******************************************

Especialistas em Direitos Humanos e Meio Ambiente dos EUA urgem Biden a se Posicionar em Prol da Justiça Social e Climática, do Estado de Direito, ao tratar de questões sobre o Brasil de Bolsonaro


 

NOTA DE IMPRENSA

 

WASHINGTON / 3 de Fevereiro, 2021 - Especialistas em direitos humanos e meio ambiente, convocados pela USNDB, enviaram à administração de Biden-Harris recomendações urgentes para a política EUA-Brasil em 10 questões críticas, incluindo: (i) Democracia e Estado de Direito; (ii) Direitos Indígenas, Mudanças Climáticas e Desmatamento; (iii) Política Econômica; (iv) Centro de Lançamento de Alcântara e Auxílio Militar dos EUA; (v) Direitos Humanos: Grupos Historicamente Marginalizados; (vi) Violência Estatal e Brutalidade Policial; (vii) Sistema de Saúde Pública; (viii) COVID-19; (ix) Liberdade Religiosa; e (x) Trabalho. Os co-autores documentaram como a agenda de Bolsonaro, facilitada pela administração Trump, ameaça os direitos humanos, a paz e justiça da região, e o clima do planeta, e demonstraram como Biden e o Congresso Americano podem começar a reparar o dano recente. 

 

Especialistas indicaram maneiras na qual a política externa e interna americana, em especial as relações comerciais e a presença militar, podem impactar a justiça racial no Brasil, o Estado de Direito, a democracia e o meio ambiente. Complementando recomendações de alto-nível para a Floresta Amazônica, os especialistas urgem por uma abordagem baseada em direitos para proteger florestas tropicais como a da Amazônia, enfatizando o respeito pelos Povos Indígenas, considerando o papel do governo dos EUA e de corporações americanas, e evitando soluções falsas como a compensação de carbono, que não provaram que realmente reduzem as emissões e permitem que a poluição continue nos EUA, impactando desproporcionalmente os negros, indígenas e outros grupos historicamente marginalizados. 

É imperativo que os Estados Unidos priorize o respeito pelos direitos civis e humanos e o Estado de Direito em suas relações com o Brasil,” disse o Dr. James N. Green, Professor de História e Cultura Brasileira na Brown University. Biden se comprometeu a atuar em questões climáticas, biodiversidade, direitos humanos, democracia e justiça racial. Biden precisa aplicar seu compromisso na Política Externa, especialmente no Brasil, onde essas crises interseccionais estão em ebulição. Com Trump, Bolsonaro se beneficiava de um facilitador na Casa Branca, e estas recomendações traçam caminhos para que Biden e o Congresso majoritariamente Democrata possam endereçar as consequências da agenda de Bolsonaro.

“Com o ex-presidente dos EUA, o presidente do Brasil Jair Bolsonaro tinha um aliado próximo na Casa Branca,” disse a Dra. Gladys Mitchell-Walthour, Professora de Políticas Públicas e Economia Política da Universidade de Wisconsin-Milwaukee. A Dra Mitchell-Walthour acrescentou que “a relação especial permitiu a expansão do comércio e acordos como o de Alcântara que teve efeitos devastadores para comunidades Quilombolas. Violações de Direitos Humanos contra a população negra, indígenas e pessoas marginalizadas têm passado batido sem quaisquer consequências internacionais.” Para a Dra. Mitchell-Walthour, “a Administração Biden-Harris tem uma oportunidade de se posicionar fortemente contra essas violações de direitos humanos.” 

“Não há precedentes para um presidente dos Estados Unidos que fale tanto sobre a importância da Amazônia e do Clima, mas os bilhões de dólares que ele mencionou não deveriam substituir a ação necessária para que o U.S. cumpra com suas responsabilidades a respeito do desmatamento tropical,” disse Daniel Brindis, Diretor de Campanhas para Florestas do Greenpeace USA. “Além disso, sem garantias de proteção para assegurar que os pagamentos de conservação realmente protejam as florestas, existe um perigo de que ele possa simplesmente estar jogando dinheiro no problema ou tornando o problema ainda pior.”

Uma série de organizações proeminentes e acadêmicos especialistas em questões sobre o Brasil endossaram as recomendações feitas no relatório, incluindo: Greenpeace EUA, Amazon Watch, Amigos da Terra - EUA, Rainforest Action Network (RAN), Centro de Pesquisa Econômica e Política (CEPR) e Defend Democracy in Brazil; e acadêmicos de várias universidades: Harvard, Brown, Columbia, U.C. Berkeley, Princeton e outros.

Esse Informe é o resultado do trabalho da rede para implementar o Washington Brazil Office (WBO), apoiando esforços de advocacy relacionados ao Brasil no Congresso dos EUA em colaboração com think tanks e grupos de advocacy em Washington, D.C. O WBO é formado por uma diretora executiva, assistentes de projeto, e um comitê consultivo de onze membros representando acadêmicos, sindicatos, pesquisadores, organizações sem fins lucrativos, líderes de movimentos sociais e ONGs. O WBO trabalha com assuntos relacionados aos direitos humanos e ao meio ambiente no Brasil, buscando analisar políticas públicas e suas consequências e promover debates democráticos buscando justiça social e ambiental no país.

O texto completo do Informe de Políticas Públicas está disponível AQUI. 

Sobre a USNDB: A USNDB foi fundada em 2018 e inclui mais de 1.500 pessoas em 234 faculdades e universidades em 45 estados dos Estados Unidos entre seus membros. Seu Comitê Diretivo é composto por quarenta organizações e setenta indivíduos, e seu Comitê Executivo colabora com dois Coordenadores Nacionais: Professores James N. Green da Brown University e Gladys Mitchell-Walthour da University of Wisconsin-Milwaukee.

A USNDB é uma rede nacional descentralizada, democrática e suprapartidária com três objetivos principais: (i) Educar o público dos EUA sobre a situação atual do Brasil; (ii) Defender avanços sociais, econômicos, políticos e culturais no Brasil; (iii) Apoiar movimentos sociais, organizações comunitárias, ONGs, universidades, e ativistas, etc., que passam por diversas ameaças no clima político atual. 

Para mais informações sobre o Informe, favor contatar James N. Green (james_green@brown.edu), Gladys Mitchell-Walthour (mitchelg@uwm.edu), e Juliana de Moraes Pinheiro em  (juliana.moraes@democracybrazil.org). Mais informações sobre a USNDB e o WBO podem ser encontradas em nosso site:  https://www.democracybrazil.org/.